terça-feira, 2 de setembro de 2008


Ditadura militar cubana reprime ato de apoio e liberdade para Gorki Águila


Ontem a noite, 28 de agosto, aconteceu em Havana, na Tribuna Anti-Imperialista, no quebra-mar havaneiro, um concerto do cantor pró-castrista Pablo Milanés, no mesmo lugar apareceram alguns jovens contestatórios que, ao lado de um grupo de artistas, desvelaram uma grande faixa exigindo a liberdade para Gorki Águila, e gritaram "Liberdade" com todas as forças dos seus pulmões. A resposta da ditadura militar foi imediata.
Acabamos de receber o testemunho de uma pessoa próxima dos integrantes do grupo Porno Para Ricardo, dando-nos seu testemunho sobre os acontecimentos recentemente ocorridos na Tribuna Antiimperialista, no Malecón de Havana:
"Deram-nos golpes de uma maneira selvagem, não sei onde estão nem Hebert nem Ciro, Yoani escapou, acredito que levaram vários, mas não sei quem, a imprensa filmou tudo, levamos uma faixa e gritamos, as pessoas corriam em massa e a segurança dava golpes, por alguns segundos o concerto foi um caos."
Alertamos à comunidade internacional a continuar próxima do caso de Gorki Águila e do estado em que poderiam encontrar-se Ciro Díaz, Hebert Domínguez e Renay Kayrus, membros do Porno Para Ricardo, assim como do blogueira Yoany Sánchez.
Mais infos: www.mlc.acultura.org.ve ou www.pornopararicardo.com

agência de notícias anarquistas-ana
meio diadormem ao solmenino e melancias
Alice Ruiz

[Alemanha] Alegria, resistência e rebeldia no Acampamento Climático e Anti-racista 2008 em Hamburgo


[Juntamente a tudo isso, entre os dias 15 e 24 de agosto, o Acampamento Climático e Anti-racista, realizado na cidade alemã de Hamburgo, ofereceu momentos de pensar, de inovar, de recriar, de propor mudanças alternativas e radicais, de debates, oficinas, apresentações, jogos lúdicos, solidariedades práticas, estratégias para um movimento emergente de ação climática, de oposição ao CO2, bem como períodos de protestos multifacetados e utopia viva. A seguir uma visão geral resumida de algumas ações que aconteceram durante essa jornada insubmissa. Brilhante!]
Primeiro dia: Sábado, dia 16: Após semanas de artigos histéricos na mídia corporativa de Hamburgo sobre o iminente “acampamento do caos”, participantes do acampamento decidiram realizar uma manifestação de aquecimento:
Fotos: http://asb.nadir.org/fotoarchiv/serien/showroll.php?dirpara=080816%20camps%20auftaktdemo
Vídeo feito pela Feuerlöscher TV: http://www.feuerloescher-tv.com/vplayer/climacamp08hh.html
Construindo o acampamento: http://de.indymedia.org/2008/08/224576.shtml
Segundo dia: Domingo, dia 17: Festival de desfiladeiro global com teatro, torneio de futebol anti-racista e um sol que raramente estourava entre as nuvens. Acrescentado a isso teve uma Massa Crítica (Bicicletada):
Reportagens e fotos: http://de.indymedia.org/2008/08/224766.shtml
Terceiro dia: Segunda-Feira, dia 18: Este foi um dia desafiante ao racismo diário. Entre as ações estava inclusa um jogo que foi realizado através da cidade chamado “scavenger hunt”, uma ação do Reclaim Your Market (http://camp08.antira.info/eventleser/events/reclaim-your-market.html), uma manifestação sobre o resíduo nuclear em Altona (http://de.indymedia.org/2008/08/224799.shtml) e uma noite com a Massa Crítica (http://de.indymedia.org/2008/08/224861.shtml).
Quarto dia: Terça-Feira, dia 19: Cerca de 300 pessoas viajaram para a cidade de Lübeck para protestar na academia de treinamento da polícia. Lá, entre outras coisas, a agência de controle das fronteiras européias realiza seminários de treinamento. O principal trabalho da Frontex é parar a indesejável migração para a Europa.
Quinto dia: Quarta-Feira, dia 20: Este quinto dia foi turbulento: incluiu ações, sob terra e água, contra a construção da Represa Ilisu (http://de.indymedia.org/2008/08/224945.shtml), e a primeira ocupação no local de construção da central termoelétrica de carvão em Moorburg. Cerca de 40 pessoas ocuparam o local, com cinco pessoas escalando um guindaste e estirando algumas faixas. 200 pessoas do acampamento também, espontaneamente, decidiram se juntar ao/às ocupas, mas foram impedidas a um quilometro de distância pela polícia que soltou o cassetete contra ele/as. Apesar disso, pequenos grupos de pessoas conseguiram atravessar as fileiras policiais para apoiar o/as ocupas. Então vieram a se formar dois grupos de pessoas que ficaram cercadas pela polícia, e uma manifestação espontânea. Exceto as pessoas que estavam nos guindastes, todo mundo que estava no local de construção foi apanhado sob custódia da polícia e levados para fora da área.
Reportagem completa e fotos: http://de.indymedia.org/2008/08/224933.shtml
Ações estavam também acontecendo em outras partes já que um grupo com aproximadamente 30 pessoas mascaradas, em plena luz do dia, golpearam violentamente o “escritório de assuntos exteriores” que faz parte do gabinete do governo local (esta é a repartição do governo responsável por deportar as pessoas, por exemplo.). Janelas e computadores foram quebrados, e um extintor que tinha sido enchido com tinta vermelha encharcou as paredes do escritório, os equipamentos técnicos e os móveis.
No aeroporto uma maleta desacompanhada causou uma evacuação devido a um “medo de bomba”: O esquadrão de bombas da polícia achou dentro da maleta uma nota contra a deportação.
Da mesma forma, uma interativa turnê anti-racista da cidade “que chove caviar” foi atacada violentamente pela polícia. Quatro pessoas foram brutalmente presas sem nenhum aviso, uma pessoa estava apanhando já inconsciente e foi retirada ainda inconsciente para fora da ambulância e jogada para dentro de um carro da polícia.
Esta turnê estava endereçando assuntos tais como o racismo diário dos policiais e dos residentes da área, a gentrificação, o achaque policial contra os trabalhadores de rua transexuais, e as câmeras de vigilância na rua Reeperbahn e suas bordas. A turnê já estava terminando quando a operação policial chegou com violência e atacou de supetão.
Sexto dia: Quinta-Feira, dia 21: O sexto dia pareceu um pouco mais ameno em comparação ao dia anterior, mas continuou com uma série de ações bem-sucedidas: em solidariedade com as “pessoas ilegais” cerca de 40 pessoas ocuparam o consulado francês em Hamburgo exigindo a libertação de três prisioneiros anarquistas.

Reportagem e fotos: http://de.indymedia.org/2008/08/225022.shtml
Houve também demonstrações contra as deportações no lado de fora do Ministério das Relações Exteriores, no Aeroporto Internacional de Hamburgo e na Lufthansa.
Sétimo dia: Sexta-Feira, dia 22: Caos no aeroporto de Hamburgo. Esta foi uma ação anti-deportação e anti-mudança-climática. A estimativa é de que pelo menos 2.000 pessoas estivessem fazendo ações na área, muitas das quais estavam atuando em pequenos grupos através de todo o complexo do aeroporto. Banheiros foram inundados, várias ações dentro dos terminais, demonstrações e barricadas foram erguidas nas estradas que davam acesso ao aeroporto. A polícia alegou que um oficial foi agredido ao ponto de quebrar uma costela.
Vídeo da mídia corporativa:
http://www.welt.de/videos/politik/arti2362414/Demo_gegen_Abschiebung_am_Hamburger_Flugplatz.html#autoplay
Oitavo dia: Sábado, dia 23: Apesar da chuva constante cerca de 800 pessoas marcharam para as fileiras policiais na frente da termoelétrica de carvão de Moorburg. Embora Moorbug tivesse sido ocupada com êxito no começo da semana, a polícia agora estava preparada. Canhões de água, spray de pimenta, e cassetetes foram usados com força máxima contra o/as manifestantes. Uma “tática de cinco dedos” conseguiu às vezes atravessar a linha policial, bem como as florestas e as cercas, mas o/as manifestantes se depararam com cada cerca subseqüente encoberta de outras linhas policiais e mais cercas. Finalmente foi decido se reagrupar e se mover como um bloco de volta para o acampamento. As pessoas estavam sendo também arrancadas para fora da manifestação pelos esquadrões fragmentados da polícia naquela hora.

Reportagem e fotos: http://de.indymedia.org/2008/08/225252.shtml
Vídeos do Graswurzel: http://graswurzel.tv/index.php?mov_id=29
Vídeo da mídia corporativa: http://www.welt.de/videos/politik/inland/arti2367850/Mit_Wasserwerfern_gegen_Aktivisten.html#autoplay
Acampamento Anti-Racista: www.camp08.antira.info
Acampamento Climático: www.klimacamp08.net
Reportagem no Mídia Independente da Alemanha: http://de.indymedia.org/2008/08/224573.shtml
Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana
nuvem que passa,o sol dorme um pouco –a sombra descansa Carlos Seabra

quarta-feira, 27 de agosto de 2008


[Grã Bretanha] Carnaval Contra a Vivissecção!

[Sábado, 6 de setembro, Carnaval Contra a Vivissecção nos Laboratórios Sequani, um dia que se converterá numa data histórica para os animais! A polícia não pode destruir a compaixão, eles podem matar o/as manifestantes, mas não podem matar o protesto!]

Este protesto é em solidariedade com Sean Kirtley que foi preso pelo Estado britânico por supostamente organizar protestos contra os Laboratórios Sequani. Mesmo embora ele nunca tenha infringido a lei em si no caso Sequani (e a polícia concorda!), Sean foi mandado para a prisão sob a nova legislação do Crime Organizado Grave e Ato Policial (SOCPA) na qual destrói o direito de se organizar e protestar em uma livre democracia.
Se o estado policial está decidido a tomar medidas sobre aquele/as que organizam protestos legais, então começaremos a nos organizar sem organizadore/as.
Faça conosco sua oposição contra os abusadores de animais e a indústria da vivissecção no Carnaval Contra a Vivissecção nos Laboratórios Sequani, no sábado, dia 6 de setembro. A manifestação começará ao meio-dia com as pessoas se encontrando na beira da grama localizada ao lado oposto da Estação de Trem de Ledbury.
Um bloco autônomo estará presente na marcha: se vista de verde e preto, traga equipamentos que faça barulho, vamos fazer deste um dia que eles não esquecerão tão cedo!
A necessidade de coletore/as de evidências é vital nesta manifestação.
Sequani?
Sequani é uma organização de pesquisa que testa drogas farmacêuticas, substâncias químicas e diversos artifícios médicos em animais.
As experiências executadas por essa organização incluem provas agudas de toxicidade, provas de toxicologia de reprodução, provas de carcinogeneticismo, provas de mutação genética e provas de altas doses de toxicologia.
Entre os animais que servem de "modelos de provas" dos Laboratórios Sequani estão cães bigle, coelhos, porcos geneticamente modificados conhecidos como "minipigs", camundongos transgênicos, hamsteres chineses, ratos e outras cobaias. Estes animais não têm, efetivamente, nenhuma vida, e, sim, levam "uma vida de encarceramento, miséria, sofrimento, temor e morte".
Polícia procura organizadore/as do Carnaval Contra a Vivissecção
O Estado policial britânico está procurando o/as organizadore/as da marcha e encontro anti-vivissecção em Ledbury no interesse de prender o/as ativistas responsáveis, similarmente ao que aconteceu no caso Sequani, onde o/as organizadore/as foram contatado/as e um deles foi condenado a quatro anos e meio de prisão sob uma duvidosa conspiração da lei: Crime Organizado Grave e Ato Policial (SOCPA).
A polícia de Hereford somente há pouco tempo tomou conhecimento da realização do Carnaval Contra a Vivissecção. O evento é em solidariedade com o prisioneiro político Sean Kirtley, que foi previamente preso por organização legal.
Apesar de terem feito um monte de pesquisas, os policiais estão sendo incapazes de identificar o/as organizadore/as que estão por trás do dia da ação. O/as incentivadore/as duvidam que as autoridades irão achar o/as ativistas responsáveis. Outro/as acreditam que a polícia de Hereford deve ser segurada responsável pelas suas ações como parte do "Time de Mídia do Carnaval".
Em apoio ao evento, um militante anti-especista disse em resposta: “A razão na qual não há nenhum/a organizador/a é porque a última pessoa que colocou seu nome num pedaço de papel (Sean Kirtley) pegou quatro anos e meio de prisão por isso.”

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

estrela cai na noite
conto as outras no céu:
não falta nenhuma
Alaor Chaves

[Espanha] La Haine entrevista o preso anarquista em greve de fome Amadeu Casellas Ramón

Amadeu Casellas é um preso anarquista que está a mais de 25 anos encarcerado por sua participação em dezenas de ataques a bancos com os quais ajudava a financiar lutas operárias nos anos 70. Amadeu tem sido sempre uma pessoa comprometida e ativa, participando tanto na rua como na prisão de lutas e denúncias coletivas contra o sistema, isto seja no regime franquista ou "democrático".
Atualmente se encontra cumprindo a pena na prisão de Quatre Camins-Granollers ainda que esta entrevista tenha sido realizada quando Amadeu já se encontrava dentro do módulo penitenciário do Hospital de Terrassa.
Amadeu decidiu realizar uma greve de fome indefinida faz já 59 dias (desde o passado 23 de junho) para exigir que se atendam suas demandas sobre a aplicação da limitação do tempo de condenação a que tem direito e obter a liberdade condicional. Até agora Amadeu não obteve resposta favorável nem dos poderes judiciais nem da direção do Serviços Penitenciários da Catalunha.
lahaine.org está realizando um seguimento informativo sobre a greve de fome de Amadeu e as diferentes iniciativas que os grupos de apoio e pessoas solidárias estão realizando. Temos querido perguntar a Amadeu diretamente sobre algumas questões referentes a greve de fome e os motivos que lhe levaram a tomar uma decisão tão drástica.
Desde aqui transmitimos nosso afeto a Amadeu e a sua família e expressamos nosso agradecimento às pessoas que nos ajudaram para realizar esta pequena entrevista ao companheiro.
La Haine: Durante sua estada na prisão realizastes uma infinidade de greves de fome tanto coletivas como individuais. O que é o que te leva desta vez a declarar-te em greve de fome indefinida?
Amadeu: O que me leva a tomar esta decisão é a impunidade com a que as equipes de tratamento falsificam os informes e me negam os benefícios penitenciários. Também exijo que me apliquem a limitação do tempo de condenação tal como reconhece o código penal antigo e novo.
LH: Quais são as reivindicações básicas que expressas mediante esta luta?
Amadeu: A limitação do tempo de condenação e liberdade condicional em seu direito.
LH: Faz umas semanas já nos inteirávamos que a Juíza da corte 2 de Manresa se pronunciou contrariamente a aplicar-te uma refundição de penas e queremos saber o que pensas de dita resolução e como a avalias desde a situação em que te encontras.
Amadeu: É uma resolução fascista e ilegal baseada em minha trajetória revolucionária tanto dentro como fora das prisões.
LH: Desde La Haine entendemos que os protestos e lutas tanto individuais como coletivas que se desenvolvem na prisão, devem ter um apoio decidido e contínuo na rua. A solidariedade é uma arma muito poderosa e nas prisões o silêncio que provoca o isolamento da sociedade faz com que essa solidariedade seja muitas vezes a única forma para que um protesto seja escutado na rua e nas instituições responsáveis pelas situações que se combatem. Como avalias essa resposta solidária? Contas com ela na hora de realizar essa iniciativa de greve de fome indefinida?
Amadeu: Agora mesmo conto mais com o apoio no exterior que no interior das prisões, porque no interior o medo das represálias está na ordem do dia e por isso é tão importante para mim a difusão de minha situação no exterior.
LH: Vivemos em uma sociedade cada vez mais individualista, passiva, indiferente e apática. A prisão é um reflexo dessas mudanças e você a tens vivido em grande parte desde a sua detenção continuada já fazem mais de 25 anos. Como vives essa ausência de companheirismo e união dentro da prisão?
Amadeu: As prisões como bem dizem são um reflexo da sociedade e faz alguns anos todos estávamos unidos e agora não. O medo das represálias e as drogas tanto legais como ilegais têm destruído completamente a união e o companheirismo.
LH: Realmente tem mudado muito as prisões nos últimos 20 anos?
Amadeu: Somente tem melhorado a saúde e a alimentação, nos demais aspectos seguem sendo autoritárias, fascistas e prepotentes como há 30 anos. Mas está tudo muito bem maquiado e não deixam que saia para fora nada que vá contra seus interesses.
LH: Até onde estás decidido a chegar com este protesto?
Amadeu: Até o final.
LH: A quem denuncias como responsáveis diretos de tua situação atual?
Amadeu: Aos políticos, sejam de direita ou esquerda; aos juízes por sua hipocrisia; a Direção Geral de Prisões; aos mandatários das prisões por sua incompetência e a colaboração com as equipes de acompanhamento em curso.
LH: Comentavas em teu último comunicado que um companheiro teve, Juan Alfonso Casquero, permaneu 70 dias em greve de fome e ao reencontrar-te com ele na enfermaria o encontrastes muito mal mentalmente. Podes nos explicar como se encontra e o que se passou com ele?
Amadeu: A verdade é que não sei o que lhe aconteceu porque ele perdeu completamente a sanidade e não se pode nem falar com ele. Agora que me encontro no mesmo hospital de Terrassa aonde estava ele, tenho tentado saber algo mais, mas não consegui averiguar nada.
LH: O que esperas do povo que está na rua e que estamos te apoiando?
Amadeu: Que sigam apoiando-me difundindo esta situação e continueis mandando faxes tanto a Serveis Penitenciaris da Catalunha, ao Juzgado Nº 2 de Manresa e a todos os endereços que acredites oportuno.
LH: Agradecemos-te enormemente ao esforço de responder a estas perguntas depois de 58 dias de greve de fome e só esperamos te encontrar o mais cedo possível recuperado, na rua e junto aos teus. Desde La Haine seguiremos fazendo o que esteja em nossas mãos para difundir tua situação e denunciar os centros de extermínio legais. Sorte e força!
> Solidariedade com Amadeu Casellas <

O responsável pela redução da pena é:
Jutgat Penal nº2 de Manresa
C/ Alfons XII, nº7.
Jueza Erika López Gracia
Tlf. 93 872 82 77 Fax. 93 872 71 05.
Os responsáveis de dar-lhe o terceiro grau são:
Dirección general de Servicios Penitenciarios.
C/ Aragón, 332 de Barcelona.
Secretario Albert Batlle y Bastardas
Tlf. 93 214 01 00 Fax. 93 214 01 79
Síndic de Greuges de Catalunya (Defensor del pueblo catalán)
Albert Ribó
C/ Josep Anselm Clavé 31. 08002 – Barcelona
Tf.- 93 301 8075 Fax.- 93 3013187
Escreva-lhe e dê seu apoio:
Amadeu Casellas Ramón
Hospital de Terrassa-Pabellón Penitenciario
Carretera de Torreblanca S/N
-08227-Terrassa-Barcelona
Tradução > Juvei


agência de notícias anarquistas-ana

A velha ponte –
No pó ajuntado entre as tábuas,
Brota o capim.
Paulo Franchetti
[Cuba] Liberdade imediata para Gorki Águila

[Campanha internacional pela liberdade de Gorki Águila e o fim a perseguição e as hostilidades contra o movimento contracultural cubano.]

Nas primeiras horas da manhã de anteontem, segunda-feira, 25 de agosto, foi detido -uma vez mais- em seu domicilio Gorki Águila, membro fundador e vocalista da banda punk cubana Porno Para Ricardo.
As hostilidades por parte do Estado cubano contra Gorki Águila e aos demais integrantes do grupo Porno Para Ricardo, tem sido uma constante desde os primeiros momentos de vida pública deste coletivo. Já desde o mês de abril do presente ano, fazíamos um chamado a "Solidaridade urgente com o/as jovens contestatório/as e o movimento anarco-punk em Cuba", centrando nossa atenção na vigilância e perseguição permanente por parte das autoridades castristas contra a banda Porno Para Ricardo e, em particular, contra Gorki Águila; reclamando: "os homens e mulheres do mundo amantes da Liberdade, a mais viva solidariedade com a cena contestatória e contracultural cubana"; somando-nos a campanha dos animadores do projeto Cuba Underground, em defesa da integridade física dos integrantes de Porno Para Ricardo; assim como a de seus familiares, amigos e companheiros".
Hoje, reafirmamos nosso incondicional apoio a todo/as o/as jovens anti-autoritário/as que cotidianamente sofrem a opressão e a exploração da ditadura nacionalista burguesa que desde já faz meio século governa de maneira absolutista em Cuba, e iniciamos a Campanha Internacional pela Liberdade Imediata de Gorki Águila; chamando a manifestar-se frente as embaixadas e consulados de Cuba ao redor do mundo exigindo sua liberdade e o cessar da atual caça às bruxas contra o/as jovens contestatório/as e o movimento anarco-punk e anti-autoritário na Ilha.
Esperamos que este chamado tenha o eco que merece no seio do movimento punk e anarquista internacional.
Por uma Cuba Livre e Libertária!
Pela Anarquia!
Movimento Libertário Cubano (MLC), 26 de agosto de 2008.
Contatos: movimientolibertariocubano@gmail.com
www.mlc.acultura.org.ve
www.pornopararicardo.com
Nota: Agradecemos a divulgação deste comunicado em todos os meios anarquistas e alternativos possíveis.
Comunicado de Imprensa
Gorki Águila, integrante do grupo punk Porno Para Ricardo, foi preso
Esta segunda-feira, 25, pela manhã, ainda que os integrantes de Porno Para Ricardo ensaiassem na casa de Gorki Águila, um policial tocou a porta, pedindo que o cantor o acompanhasse, explicando que ele só cumpria ordens.
Gorki foi levado a Estação de 3ª e 62, conhecida popularmente como "a 5ª".
De acordo com familiares e amigos, Gorki Águila estará preso até sexta-feira em dita estação para proceder a ser julgado por "periculosidade", com uma possível condenação que oscilará entre 1 e 4 anos de prisão.
Até o momento, seus familiares não puderam ver a Gorki, pelo que se desconhece o estado em que ele se encontra.
Cabe recordar que desde já faz um par de meses se têm recebido notícias sobre a perseguição de que está sendo vítima o líder da banda de punk-rock Porno Para Ricardo, Gorki Águila Carrasco, de 39 anos, fato que foi citado na segunda-feira, 17 de junho de 2008, na estação policial de seu bairro para uma assembléia, a que também esteve presente uma vizinha, Jesús, e o delegado e o Chefe de Setor. Gorki foi com um gravador portátil e conseguiu gravar partes do encontro que teve com as autoridades. Assim mesmo, entretanto, Gorki não desejava manter um diálogo com os ali presentes, levou consigo uma declaração escrita na que deixou claro sua oposição ao Estado cubano, assim como a determinação de seguir com sua música.
De acordo com o já citado Código Penal Cubano, a Lei 62, ou o "estado perigoso" é quando uma pessoa é somente suspeita de cometer um delito, a julgar pelas contradições que se observam em sua conduta, de acordo com as normas da moral socialista (Artigo 72, correspondente ao Estado Perigoso e as Medidas de Segurança); assim mesmo, fica estipulado no Artigo 73 que se considera "estado perigoso" a embriaguez habitual e a dipsomania; a drogadição e a conduta anti-social. Esta última vai desde "atos de violência", "desacato as regras de convivência", "parasitismos sociais" e a "prática de vícios socialmente reprováveis".

La Habana, segunda-feira, 25 de agosto de 2005
www.pornopararicardo.com
Tradução > Juvei
agência de notícias anarquistas-ana
lua altacéu claroo som da folha caindo Alexandre Brito

terça-feira, 26 de agosto de 2008


Protestos na convenção democrata dos Estados Unidos


[A convenção do Partido Democrata começou nesta segunda-feira, 25, no Pepsi Center, em Denver, Colorado. Os protestos também. Mais de dois mil ativistas antiguerra marcharam pelo centro de Denver para protestar contra a ocupação e as guerras no Iraque, Afeganistão, Palestina e outras ocupações por todo o mundo. Ato pela liberdade dos presos políticos estadunidenses. Anarquistas e anti-autoritários Reclamaram as Ruas. A repressão também já deu a sua cara, com violência e incidentes durante as manifestações. O FBI já deteve alguns ativistas. As manifestações continuam durante toda a semana.]
Os manifestantes desde Nova Iorque a São Francisco realizaram ações em duas manifestações, Funk the War e Reclaim the Streets, com bastante êxito. Depois de caminhar ao longo das ruas numa manifestação em ziguezague não legalizada, os anarquistas e anti-autoritários revitalizaram a sensação de orgulho e de possibilidade de protestar nas ruas.
A manifestação durou cerca de duas horas e meia. Os manifestantes e a polícia tiveram algumas colisões. Quando a polícia pediu para a manifestação ser dissolvida, os ativistas faziam. Logo, voltavam outra vez a ocupar o espaço público, e assim foi várias vezes.
Aproximadamente 20 manifestantes foram cercados pela polícia e escaparam para um parque garagem com vários andares, subindo, e desde o telhado encorajaram à multidão que ficou abaixo.
Os típicos lemas de Whose Streets Our Streets (Quais ruas?, nossas ruas!) ganhou um real significado para os manifestantes, quando exigiam o parque garagem, as ruas e a possibilidade de chegar a um público cansado da guerra e de transmitir uma mensagem de alegria e liberação.
Alguns relatórios indicam que a polícia agiu violentamente, atirando alguma classe de arma à multidão e deteve um jovem manifestante. A polícia empregou cavalos para atacar os manifestantes.
Apesar da violência policial, os manifestantes ilegais tiveram a vitória nas ruas e demonstraram que as explosões públicas de liberdade são ainda possíveis.

Mais infos: www.dncdisruption08
Fotos: http://www.indybay.org/newsitems/2008/08/24/18529552.php e
http://www.indybay.org/newsitems/2008/08/25/18529696.php
agência de notícias anarquistas-ana
Noite estrelada
O céu – brilhando – se abaixa
Silenciosamente
Eunice Arruda

[Chile] Comunicado da Frente Anarquista Revolucionária, FAR
16 de agosto de 2008

De algum lugar do Chile...
Incendiamos a sede da Esquerda Cristã (IC). Mas não jogamos um molotov desde a rua, tal e como fizeram os/as camaradas das Forças Autônomas e Destrutivas León Czolgosz contra a sede da JS do Partido Socialista. Entramos tranqüilamente na sede, e camuflamos uma bomba incendiária de efeito retardado -elaborada com benzina, parafina, ácido sulfúrico, e uma mistura de clorato de potássio com açúcar em pó-, que explodiu em chamas justamente quando esses fascistas de esquerda falavam de revisionismo, eleições de conselheiros, prefeitos, e de como irão ser distribuídos o bolo parlamentar ao lado do PC chileno num tempo próximo.
Infiltramos-nos facilmente em sua sede e a incendiamos para demonstrar a toda esquerda revisionista chilena, que nós, os/as anarquistas, não vemos diferença entre direita, esquerda, e socialdemocracia: todos/as são sustentadores dos Estados! Todos/as eles/as são partidários/as da desigualdade social!
Nem esquerda, nem direita, nem conchavos: Anarquia!
Aproxima-se um novo 11 de setembro, cuidado! Tomaremos às ruas e nós nos protegeremos atrás das barricadas populares para utilizar nossas armas contra os/as defensores/as do/a Estado e vocês, os ricos!
No mês passado atacamos aos/as pacos/as em Lo Espejo, hoje atacamos aos/as revisionistas da Esquerda Cristã… Amanhã, seguiremos atacando-os, malditos/as porcos/as fascistas…
Por um setembro popular, libertário, combativo, insurrecionalista, e clandestino: Às armas! Às barricadas!
Anarquia ou Morte!
Frente Anarquista Revolucionária - FAR
agência de notícias anarquistas-ana
Virada do morro:Ipê e seu grito amareloperpendicular Eolo Yberê Libera